quarta-feira, 24 de outubro de 2007

A IMAGEM DA DESOLAÇÃO


a tela em branco
a mesa vazia
o coração frio
sem supresas

segunda-feira, 22 de outubro de 2007






- Odeio quem olha por cima do meu ombro.
- Odeio quando alguém espera que eu dê uma opinião sobre o que não tenho.
• Adoro coçar o ouvido com tampa de caneta.

- Odeio sair de casa no domingo.
- Odeio vitamina de fruta com leite.
• Adoro ler qualquer coisa no banheiro.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

QUANTO VALE O SHOW?

Bem, todo mundo já deve ter sua opinião sobre o "disco novo" do radiohead e o que também já se sabe é que a maioria escolheu o "free"(como esse que vos escreve) como preço para baixá-lo, mas, o que pouca gente sabe é que não pagaram pelo tal "disco novo" e sim por um punhado de músicas que já vinham sendo tocadas em shows desde o final doa anos 90, e que o verdadeiro lançamento vem em um box com nada menos que um cd com 8 músicas(essas sim realmente inéditas), um livro e dois discos de vinil que vai ser lançado em dezembro no reino unido e custará 40 libras(cerca de R$ 148,00). Mas o que foi válido mesmo nesse nessa experiência "pague quanto quiser" do radiohead foi que ainda existem pessoas dispostas a pagar por música(fala-se que eles arrecadaram 8 milhões de doláres nos downloads) e que ficar a mercê das gravadoras é o que as pessoas não querem.
mas voltamos ao disco...
Esse "In Rainbows" que foi baixado cumpre bem o papel de "lado b" mas não oferece nada de novo em relação ao que eles vinham fazendo, e essa talvez seja a grande frustração dos fãs e ouvintes do radiohead. Tavez seja o caso de esperar pelo lançamento do final do ano e aí sim, ouvir o tão aguardado novo disco do radiohead, só que dessa vez os fãs vão ter só duas opções para escutar o material inédito: ou ele compra o box pelo preço que a gravadora esipular(isso se o box chegar ao brasil) ou então esperar e baixar por uma versão "free". E esse que vos escreve vai esperar pela versão "free" mesmo...


embaixo segue o video da música que considero a melhor faixa desse disco "bodysnatchers":

terça-feira, 9 de outubro de 2007

here comes the men

Terça-feira, 31 de Julho de 2007

Ainda não sabemos bem por onde começar. A princípio somos 3 por isso o nome. Se fôssemos 1 ou 2...
Iremos escrever, mostrar, questionar, sugerir e dar pitaco sobre coisinhas básicas como música, cinema, literatura, comportamento e cultura pop em geral.
Não temos nenhuma pretensão comercial (ainda) nem de fundo espiritual, religioso, filosófico, seja lá o que for.
Pois, como dizia o Velhoo Guerreiro: "Eu vim aqui para confundir, não para explicar."

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Geração Zero

Bem. Têm vindo à tona em certas conversas "etílicas" com amigos meus, um termo que eu mesmo cunhei de pronto, do alto das minhas crises de Criticisite Aguda (nada mais que a conhecida Síndrome do Crítico), o qual chamo Geração Zero, para descrever esse período que estamos vivendo.
Passei a pensar mais atentamente nisso um dia desses que estava no supermercado comprando víveres. Cheguei a ficar incomodado tamanha quantidade de produtos que traziam na embalagem a advertência "zero gordura", "zero açúcar", zero isso ou zero aquilo. Cheguei a me perguntar se havia algo dentro daquelas embalagens. Assustado pensei: "daqui a pouco irão criar produtos com 'zero ar'". Só então, mais assustado ainda, atentei para o fato que esses tais produtos já existem, são as bexigas dessas de encher.
Isso ficou desde esse dia me intrigando e vez por outra me peguei pensando nisso ou discutindo minhas impressões com amigos. Acompanhe meu raciocínio e veja se é ou não é pra ficar intrigado:
A geração dos anos 50 ficou conhecida como a geração dos "anos dourados", a dos 70 como a greação dos "anos de chumbo", os anos 80 nos deram a "geração Coca-Cola". Esta que aí está pode-se chamar de "geração Coca-Cola Zero"(!).
Percebem como as coisas foram grotescamente se diluindo até ficarem assim inertes como estão? O zero representa - a meu ver - o nada, completa ausência de unidades, valores, emoções, gravidade... O zero é visualmente vazio.
Sou da geração oitenta. Apesar de ter tido minhas melhores experiências nos anos 90 (incluindo aí todas as situações foda e fodas situacionais) foram os "oitenta" que lapidaram minha índole e me tornaram um cara apto a encarar os anos noventa como toda informação que eles trariam.
Voltando um pouco mais no tempo, tivemos de engolir uma ditadura nos anos 60, e nem bem essa década tinha terminado o AI-5 amordaçou nossas bocas e aquele abacaxi verde-oliva com gosto de sola de coturno desceu goela abaixo. Os anos 80 viram crescer uma geração que era ávida por informação, novidades. Daí estarmos de braços abertos e preparados para segurar o que quer que caísse em nosso colo. Saca só o que caiu em cima da minha geração na virada dessas duas décadas: AIDS, queda do muro de Berlim e fim do comunismo, Saddan Hussein e Bush pai brincando de Atari no Iraque, eleição do Collor, impeachment do Collor, compact disc, internet, icq...
E a gente tirou isso de letra como aquele menino fazendo malabarismo com laranjas no semáforo. Aí agora, vêm uma geração que tem toda a liberdade do mundo pra correr atrás da informação, pensar, mastigar tudo, e essa rapaziada fica imersa em tanto superficialismo?! Soa até estranho isso que eu disse pois não dá nem pra ficar imerso em superficialismo, é o mesmo que imaginar alguém nadando em dez centímetros de água. Mea-culpa, admito que essa geração atual foi mal treinada (culpa dos vídeo games), pois foi uma geração incitada a "zerar" (de zerar o jogo, finalizar, etc). Treinados para chegarem ao objetivo final do jogo que era simplesmente "zerar".
Vivemos assolados pela ditadura do zero e em toda parte ele está. Até a banda mais popular do Brasil nesses dias se chama NXZero.
Acho que está na hora dessa moçada dar um passo (ou dez) adiante e sair desse zero em que está parada. É hora de pensar, repensar, fazer, lutar, incomodar, falar, perguntar, encher o saco, encarar um livro, passar o livro adiante, protestar... Enfim, deixar de "zerar".
Agradeço a essa força motora superior (a quem a maioria chama Deus) por não ter deixado a humanidade debaixo dos parâmetros da filosofia do "zero açúcar" há mais tempo. Do contrário não haveria uma casa de doces para a bruxa encarcerar Joãozinho e Maria, eu não teria assistido La Dolce Vita (A Doce Vida), Willy Wonka seria só um mendigo excêntrico sem sua fantástica fábrica de chocolates, e por aí vai...

Por Edgard Maeta (Notívago, poeta e visionário de bar)